quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

DESTEMIDO AMOR

Amando, vi seus lábios 
presos entre os dentes,
percebi sussurros silentes,
numa volúpia de invejar.

Sorrindo, beijando sua boca
molhada de ternura e luz,
o sol no porto, entre dois azuis,
memória e paixão de arrebatar.

Fugindo, como sorvete
adoçando meus dedos frios,
final previsto com calafrios,
febre do amor difícil de curar.

Lembrando, dobras e curvas
esculpidas no seu corpo,
desejo divino feito o sopro,
tato esperto sem local para pousar.

Cantando, segue a memória, 
ausência, contraste, riso,
a terra, a água, o paraíso,
destemida força de amar.





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