quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Fugindo de Mim

Eu senti você fugir de mim...
Estabelecendo a regra do eventual....
Negando a paixão que resistiu bastante...
Mesmo combatida e provocada, à exaustão...
Tambèm sou exagerado, sensível  e frágil...
Não perco meu tom, nem conteúdo.. 
Não desafino, nem perco o ritmo...
Desde que as cortinas não se fechem, de súbito.
Se queres enclausurar o espetáculo do amor...
Não tenho medo de morrer de saudade...
Não tenho  problema em reduzir o ritmo...
Apenas sou intenso e destemido, não sendo mais paixão, se desprezado, ou reduzido...
Prometemos não nos magoar, pois é sabido...
Que o bem do amor é para sempre...
Se não me queres dentro, perto, no beijo, no abraço, não faz mais sentido...
Apenas contemplar e aplaudir é para os que nos assistem...
Para nós, é entrelaçando corpos e sentimentos que nos fortalece..
Saindo da mesmice da platéia inerte, para o palco do amor que estremece, acelera, pirraça, treme, grita, xinga, relaxa, mas jamais esquece...
Estamos nos perdendo, a cada prego que fixa a realidade na moldura...
Pois, enquanto solta, a realidade é severa...
E o que nos acalmava dava sentido e alegria,
Sorrindo e excitando junto com a primavera,
Hoje, queimam as folhas do que fomos.
Deixando o perfume em nosso peito,
Matando de frio mesmo coberto em nosso leito,
Aquilo que foi uma paixão, um desafio.
Amar de verdade e por um fio,
Um ao outro como se não houvesse defeito.
Perdemos a paixão pelo distanciamento, sem calma e respeito ninguém prende o amor.
Desafio e regra não aumentam a inspiração.
O sentimento trás paz, serenidade e carinho.
O amor presente acelera somente, 
Enquanto estimula e liberta o coração, para amar destemidamente, de forma intensa e firme, apenas aqueles que se entregam por opção.
DESTEMIDO AMOR

Amando, vi seus lábios 
presos entre os dentes,
percebi sussurros silentes,
numa volúpia de invejar.

Sorrindo, beijando sua boca
molhada de ternura e luz,
o sol no porto, entre dois azuis,
memória e paixão de arrebatar.

Fugindo, como sorvete
adoçando meus dedos frios,
final previsto com calafrios,
febre do amor difícil de curar.

Lembrando, dobras e curvas
esculpidas no seu corpo,
desejo divino feito o sopro,
tato esperto sem local para pousar.

Cantando, segue a memória, 
ausência, contraste, riso,
a terra, a água, o paraíso,
destemida força de amar.