sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Adeus 2021

 Foi duro viver você, 2021.

Levou amigos e esperanças.

Debochou da sorte e da ciência.

Aceitou só parte das orações e promessas.

Surpreendeu até o mais veloz piloto da F1.

Deu poucas chances aos desempregados.

Fechou cedo as cortinas de artistas jovens.

Valorizou o distanciamento e a saudade.

Fez dos abraços e beijos, "avis rara".

Modificou hábitos e valorizou silêncios.

Rachou o coração gelado da soberba.

E tornou distante das minhas mãos o carinho.

Mas o trabalho continuou mal remunerado.


Nos acrescentou medo e pavor diariamente.

Relembrou a força da amizade e do amor.

Fez todos conjugarem o verbo sofrer!

Molhou o sertão até  virar mar e destruição.

Eliminou pretensões de riqueza e paz.

Extinguiu poupanças e projetos.

Valorizou os pequenos quartos e trincheiras.

Alterou rotinas, profissões e hábitos comuns.

"Virtualizou" celebrações e eventos clássicos. 

Ampliou a distância entre ricos e pobres.

Reduziu direitos e ampliou deveres onerosos.

Dificultou a mobilidade e o lazer familiar.

Concentrou o fornecimento de bens.

Dificultou a prestação de serviços.

Até a contemplação da natureza, dificultou.


Mas, hoje você acabará para sempre!

Que sejam renovadas as nossas esperanças.

Venha 2022! Traga saúde, renda e serenidade!

O marco temporal frágil e tênue, do amanhã,

Prenderá nossas frustrações no passado!


FELIZ 2022, POIS TODOS PRECISAMOS!


 Foi duro viver você, 2021.

Levou amigos e esperanças.

Debochou da sorte e da ciência.

Aceitou só parte das orações e promessas.

Surpreendeu até o mais veloz piloto da F1.

Deu poucas chances aos desempregados.

Fechou cedo as cortinas de artistas jovens.

Valorizou o distanciamento e a saudade.

Fez dos abraços e beijos, "avis rara".

Modificou hábitos e valorizou silêncios.

Rachou o coração gelado da soberba.

E tornou distante das minhas mãos o carinho.

Mas o trabalho continuou mal remunerado.


Nos acrescentou medo e pavor diariamente.

Relembrou a força da amizade e do amor.

Fez todos conjugarem o verbo sofrer!

Molhou o sertão até  virar mar e destruição.

Eliminou pretensões de riqueza e paz.

Extinguiu poupanças e projetos.

Valorizou os pequenos quartos e trincheiras.

Alterou rotinas, profissões e hábitos comuns.

"Virtualizou" celebrações e eventos clássicos. 

Ampliou a distância entre ricos e pobres.

Reduziu direitos e ampliou deveres onerosos.

Dificultou a mobilidade e o lazer familiar.

Concentrou o fornecimento de bens.

Dificultou a prestação de serviços.

Até a contemplação da natureza, dificultou.


Mas, hoje você acabará para sempre!

Que sejam renovadas as nossas esperanças.

Venha 2022! Traga saúde, renda e serenidade!

O marco temporal frágil e tênue, do amanhã,

Prenderá nossas frustrações no passado!


FELIZ 2022, POIS TODOS PRECISAMOS!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Intolerância e Liberdade

Reflexos de uma fase em que se restringe direitos...


Estamos testemunhando um período de grandes perdas para a sociedade brasileira. Desde conquistas de direitos, a hábitos e relacionamentos sociais, estamos perdendo muito, em quantidade e qualidade.
As tampas dos baús da mediocridade, as pontas dos tapetes da vergonha, as máscaras douradas da hipocrisia, estão permitindo escapar as mais sérias e abomináveis revelações, ampliando a crença de que vivíamos em um país com muitas pessoas fingindo e relacionando-se de forma desonesta, hoje satisfazendo suas loucuras com atitudes mesquinhas e grosseiras, quando não criminosas e inadmissíveis.
Os produtores de eventos, de vídeos, teatro, cinema, shows, revelam correrem riscos por atitudes extremadas de seus parceiros, artistas, seguranças, público, uma vez que o país atingiu, na década passada, o patamar de permissão de condutas, sem prévias autorizações, sem censura.
Assim, comentar atitudes, condutas, opiniões, pensamentos, tornou-se um momento de risco, ou uma oportunidade de sucesso. O que altera é o apoio da sociedade, quem determina a promoção das mensagens, determinando a qualificação entre o vilão e o herói.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Quero botar outros Blocos nas Ruas

MINHA EXPECTATIVA CARNAVALESCA

Quero "botar outros blocos nas ruas!"

Não sou um revolucionário, agressivo, violento, contrário às normas vigentes, à democracia. Pelo contrário!

Sou um homem consciente das obrigações e que está sofrendo com os descalabros da política e da postura social brasileira.

Sei que consigo gritar, discursar, acusar com provas, os que estão nos prejudicando.

Mas, enquanto cidadão, estou sentindo a necessidade de convocar você!

Nós necessitamos nos unir, nos congraçar, não somente para o evento carnavalesco, mas para fazer a pressão que os políticos respeitam.

Temos que mover os legisladores das suas cômodas posições, que permitem a perda dos direitos dos mais fracos e, a ampliação dos direitos dos mais fortes!

Não podemos nos dar duas semanas de festas, farras, ou descanso aos que sofrem, enquanto os que planejam nossas perdas, silentes, estudam e combinam como nos suprimir direitos, saúde, educação, arte, ciência, cultura, segurança, direitos de viver e gozar sem sofrimento... direito de todos nós!

Não podemos brincar, sorrir, beber e regozijar enquanto sabemos que planejam reduzir todas as conquistas sociais e trabalhistas, com a aquiescência do Poder Judiciário!

Não devemos continuar apenas na diversão, aceitando a ampliação do período de carnaval, de uma semana para duas, enquanto o poder econômico planeja a ampliação dos seus lucros, às custas do sofrimento do nosso povo, redução dos nossos direitos, nos envolvendo em notícias, fatos e fotos sem qualquer importância para o nosso futuro, financiando a mídia que nos prejudica moldando nossa opinião ignorante.

As Centrais Sindicais, as Associações Profissionais, a OAB, o Ministério Público, os Sindicatos, as instituições sérias do nosso Brasil devem promover a imediata mobilização social, para que os absurdos vistos, lidos, provados e que são objeto de denúncias sérias e absurdas, sejam imediatamente investigados e julgados, como prioridade absoluta.

Não podemos dançar, sorrir, brincar, sabendo que na semana seguinte ao Carnaval outras reduções ocorrerão com o nosso patrimônio nacional, e que seremos agredidos com medidas redutoras de nossas conquistas!

VAMOS BOTAR OUTRO TIPO DE BLOCO NAS RUAS!

https://g.co/kgs/MKGuhm

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Fugindo de Mim

Eu senti você fugir de mim...
Estabelecendo a regra do eventual....
Negando a paixão que resistiu bastante...
Mesmo combatida e provocada, à exaustão...
Tambèm sou exagerado, sensível  e frágil...
Não perco meu tom, nem conteúdo.. 
Não desafino, nem perco o ritmo...
Desde que as cortinas não se fechem, de súbito.
Se queres enclausurar o espetáculo do amor...
Não tenho medo de morrer de saudade...
Não tenho  problema em reduzir o ritmo...
Apenas sou intenso e destemido, não sendo mais paixão, se desprezado, ou reduzido...
Prometemos não nos magoar, pois é sabido...
Que o bem do amor é para sempre...
Se não me queres dentro, perto, no beijo, no abraço, não faz mais sentido...
Apenas contemplar e aplaudir é para os que nos assistem...
Para nós, é entrelaçando corpos e sentimentos que nos fortalece..
Saindo da mesmice da platéia inerte, para o palco do amor que estremece, acelera, pirraça, treme, grita, xinga, relaxa, mas jamais esquece...
Estamos nos perdendo, a cada prego que fixa a realidade na moldura...
Pois, enquanto solta, a realidade é severa...
E o que nos acalmava dava sentido e alegria,
Sorrindo e excitando junto com a primavera,
Hoje, queimam as folhas do que fomos.
Deixando o perfume em nosso peito,
Matando de frio mesmo coberto em nosso leito,
Aquilo que foi uma paixão, um desafio.
Amar de verdade e por um fio,
Um ao outro como se não houvesse defeito.
Perdemos a paixão pelo distanciamento, sem calma e respeito ninguém prende o amor.
Desafio e regra não aumentam a inspiração.
O sentimento trás paz, serenidade e carinho.
O amor presente acelera somente, 
Enquanto estimula e liberta o coração, para amar destemidamente, de forma intensa e firme, apenas aqueles que se entregam por opção.
DESTEMIDO AMOR

Amando, vi seus lábios 
presos entre os dentes,
percebi sussurros silentes,
numa volúpia de invejar.

Sorrindo, beijando sua boca
molhada de ternura e luz,
o sol no porto, entre dois azuis,
memória e paixão de arrebatar.

Fugindo, como sorvete
adoçando meus dedos frios,
final previsto com calafrios,
febre do amor difícil de curar.

Lembrando, dobras e curvas
esculpidas no seu corpo,
desejo divino feito o sopro,
tato esperto sem local para pousar.

Cantando, segue a memória, 
ausência, contraste, riso,
a terra, a água, o paraíso,
destemida força de amar.





sábado, 27 de agosto de 2016

Dilaceradas Recordações

O mundo revela suas verdades, algumas fáceis, outras difíceis de compreensão e divulgação, vez que as pessoas não estão acostumadas a perceber que a existência é propriedade do acaso, nave desgovernada e atraída pelas leis do imponderável.
Xangô era um jovem saudável, morava na Bahia e, Iansã uma criança linda, morava em Teófilo Otoni. Seus pais resolveram sair de suas cidades, em um mês de janeiro de 1976, talvez, levando-os para passar férias na Cidade Maravilhosa.
Acordado pelas recordação, com vontade de revelar e registrar, Xangô fotografa o amanhecer e senta-se no gabinete para sua providência literária.
O céu começa a perder suas sombras, os pássaros se posicionam para mais uma alvorada, o mundo acorda e os pensamentos são interrompidos pela rotina diária. Já se ouvem passos e falas.
Mais um dia de trabalho e Xangô precisa lavar seu corpo cansado e marcado pelas suas experiências e atividades as quais nem ele se recorda quantas.
É que no fim da tarde anterior, após concluir algumas tarefas profissionais, Xangô foi testemunha de mais uma absurda movimentação política visando a deposição da sua Presidenta, o que pode ser visto pelo canal exclusivo da TV Senado.
A democracia ferida  vai cedendo espaço para os pensamentos, e a memória é assediada por desejos de felicidade, lembranças povoadas de sabores, cores e sons.
A praia de Copacabana ficara pequena para o desfile de Iansã, de biquine vermelho, caminhando do Posto 5, até o Leme. As experiências e dificuldades de relacionamento da adolescente com sua família eram reveladas, enquanto caminhavam exuberantes pela areia úmida.
Os depoimentos das testemunhas do processo de impedimento presidencial são suspensos e Xangô sai de seu quarto para beber água, enquanto atende telefonemas que revelam novos afazeres, para corrigir as imperfeições naturais de uma sexta-feira, com poucas novidades boas.
Pisava na espuma fria, entre bolas de frescobol, brinquedos coloridos arremessados pelas ondas contra os pés de Xangô, exuberantes e apaixonados.
Entre um telefonema e outro,  Xangô responde e-mails e mensagens no Whats App, volta a assistir o drama veiculado no canal fechado, transportando-se ao cenário triste da novela da vida,  sem cortes e comentários,  realidade que evolui envergonhada na sede do Senado Federal.
Os vendedores das garrafas flexíveis do Splash, novidade da Kibon, anunciavam o suco de laranja mais gelado do Brasil e as máquinas portáteis de Coca-Cola transformavam os vendedores em verdadeiros “astronautas”, com suas roupas brancas, mochila de aço reluzentes, pistolas nas extremidades das mangueiras, estas  semelhantes aos braços do Robô histérico da série “Perdidos no Espaço”.
O presidente da sessão de julgamento demonstra maturidade e elegância ao tratar com os destemperados senadores, alguns nervosos pela ameaça concreta ao projeto de governo operário, os opositores, inimigos do diálogo sério e honesto, desejosos em assumir definitivamente, por alguns meses, as prazerosas e eternas possibilidades do uso do governo federal, para suspender as ameaças aos seus projetos de recuperação patrimonial, por mais de 13 anos reduzidas pela distribuição de renda imposta pelas filosofias políticas vigentes.
Ela aos catorze anos, pouco conhecia das atrativas possibilidades da Cidade Maravilhosa, eis que vinda da região das alterosas, rica, educada e muito bonita.
Na sua fala suave, exalada entre lábios brilhantes, contornados pelas bochechas róseas, carregava o sotaque que entoava e transformava em música as mais simples informações, frases e interjeições.
Os pensamentos de Xangô, a respeito do processo de impedimento da Presidenta do Brasil,  deixavam  mais preocupações e tristezas ocuparem a área lógica do seu pensamento que, em defesa, retomava  visões de prazer ,como num caleidoscópio de imagens do passado. É que a previsão de retrocesso político, o fim das inclusões sociais, e os demais fatos coincidentes provocavam o seu espírito combativo.
O calor fazia com que, entre um sorvete, refrigerante ou refeição Iansã intercalasse  banhos para resfriar os mais de 40 gráus de desejo e juventude. Voltava sempre perfumada, vestida de suaves e finas estampas, que deixavam marcadas as suas curvas e traços juvenis deslumbrantes,  seus cabelos longos e dourados por sobre os ombros descobertos, revelando as sombras dos trajes de banho, em tons sutis e encantadores.
Veio a noite e Xangô dirigiu-se à copa para alimentar-se e conversar sobre os fatos do dia. Revelou as inquietações políticas a Oxum, registrou expectativas profissionais, comentou sobre o ocaso de algumas esperanças, sorriu, sem lembrar que aquela  refeição poderia ser algo sagrado e a ser comemorado, face aos péssimos presságios.
Beijou, como sempre o fez, à mesa, Obá. Afeto e respeito que interferem pouco na vida amorosa de Xangô, eis que Obá não o vê como nos registros da religião africana, pois disputa inconscientemente o espaço de afeto com  Oxum, além da distante e desconhecida Iansã.
Xangô retorna ao seu quarto, agora desejoso do verdadeiro descanso, mas o efeito do café e a memória irrequieta não permitiram o desligamento. É que Iansâ retornou ao seu pensamento, agora numa sessão de cinema na Av. N.S. de Copacabana, na qual Xangô sequer lembra o nome do filme. Ofegante e excitado, dirigiu e interpretou durante a exibição, personagens apaixonados entre beijos e abraços, enquanto que sua Iansã permaneceu provocante, silente e formosa, sentada ao seu lado, talvez com muitas expectativas.
Canais se revezam por entre os dedos de Xangô e as teclas do controle remoto, após dezenas de páginas e minutos de leitura. As luzes foram reduzidas, os sons tornaram-se balbuciantes, pensamentos intermitentes e recorrentes, até a escuridão do sono.
É que Iansã viajara para o programa de intercâmbio, correspondia-se por cartas perfumadas e revelava maturidade e equilíbrio de uma princesa adulta e ciente do reinado que iria ocupar.
Na Bahia, com saudade, Xangô demonstrava algum conhecimento da língua inglesa, e seguia respondendo e escrevendo cartas, copiando letras das músicas da época, seduzindo Iansã.
Sem conseguir dormir, Xangô resolve tomar banho, massageia-se, toca o seu corpo, respira o vapor d’água gerado pela água quente. Não esqueceu dos detalhes das viagens para encontrar  Iansã, na Rua Bahia, principalmente em um inverno que esfriou Belo Horizonte.
É que Xangô foi escolhido para coletar assinaturas em Livro de Registro de Atas das reuniões do Conselho de Administração, estas da empresa na qual trabalhava, passados mais de 10 anos do retorno de Iansã, da América do Norte. O guerreiro conseguiu cumprir sua missão e, sem pestanejar, modificou a passagem pegando uma Ponte Aérea  do Galeão para Belo Horizonte.
O Canal Brasil apresentava agora um filme nacional Jubiabá, roubando a atenção do guerreiro e destruindo suas lembranças, fazendo com que Xangô relaxe e cochile, entre travesseiros, óculos, livro e controle remoto.
Chegando em Belo Horizonte, após trocar uns telefonemas, Xangô segue para um restaurante típico – Tia Lucinha, janta com Iansã, ela noivando, que atordoada não escondia sua emoção, mas evitava os carinhos mais intensos.
Os gritos de Jubiabá acordam Xangô, destroem a ordem dos fatos, e os remete às cenas dos primeiros beijos. Molhados, ingênuos e o aparelho ortodôntico machucando a boca ávida do guerreiro Xangô.
As companheiras Oxum e Obá, desavisadas, subiram do jantar para o quarto em separado, deixando Xangô sofrer isolado com a companhia sôfrega dos seus desejos e pensamentos.
Vivem isolados e afastados há quase 33 anos. É que em dezembro de 1983, numa noite próxima ao Natal, Xangô esteve, pela última vez, na Rua Bahia e, depois de muitos beijos e abraços apertados e ofegantes, no quarto da TV, no chão de tacos coberto por um tapete marrom, Iansã permitiu ser amada por Xangô, revelando em ambos uma paixão e carinho arrebatadores.
Foram horas de carícias e afeto. Isolados dos demais familiares de Iansã – irmã e mãe – retirados de cena, os apaixonados jovens conheceram seus corpos, seus pelos e ritmos.
O calor e a frequência cardíaca acorda novamente Xangô, que levanta e desce para beber um copo d’água, para repor o que perdera em seu suor, enquanto sonhava.
Acordado, Xangô lembra o semblante de Iansã, sentada nua em seu colo, abraçada e envolvida pelos músculos morenos do seu baiano. É que os corpos entrelaçados, o ritmo frenético e a fisionomia de prazer, o semblante da guerreira Iansã, pernas envolvendo e conquistando o seu território, são frações de imagens sensuais inesquecíveis.
Ela estava noiva e ele também. Ela disse que iria terminar sua relação, mas ele não poderia dizer o mesmo. Sua boca continuava molhada, agora sem aparelho.
Estava, Xangô, de casamento marcado para ocorrer em poucos dias.
Amaram-se, conheceram-se pelos cinco sentidos, na penumbra de uma madrugada na Rua Bahia. O frio fez Xangô tremer e se cobrir com o tapete, juntos, nus e abraçados, após uma noite emblemática da verdadeira e inesquecível paixão.
A história é verdadeira e o amor permanece, revela-se em pequenas frases ou curtidas em redes sociais.
Até hoje Xangô dorme em companhia de Iansã, Oxum e Obá. A primeira ocupa a sua memória, como uma psicose do bem, um desejo, uma paixão indestrutível.
Oxum e Obá ignoram, não sofrem por ciúmes, enquanto Xangô esgota suas energias com a impossibilidade do reencontro, nas suas dilaceradas recordações, e deve importunar o sono de Iansã, pelas vibrações dos tambores da solidão, sem desejar, contudo, o seu mal, pois é apenas amor de um baiano guerreiro.
Já Iansã tem a sua história guardada.

Assim que soubermos de algo iremos escrever o segundo capítulo desta História de Amor.