quinta-feira, 11 de junho de 2015

Turbilhão Virtual, reflexões e angústias!

Tenho sentido muita dificuldade de me relacionar com o Turbilhão Virtual, com as acusações sem prova, com as exposições excessivas, com as falsidades elaboradas e emolduradas por slides coloridos, com opiniões de falsos especialistas, com especialistas de falsas especialidades, com os julgamentos açodados, sem permitirem a oportunidade de defesa, com as aparências macias das peles de cordeiro, com os apetites vorazes dos lobos hospedados nas nossas almas e com a complacência dos meus pares, amigos, parentes, enfim.
A Verdade que outrora se revelava com a Justiça, hoje é renegada a segundo plano. Em seu lugar, substitui de forma violenta e escandalosa, veloz, colorida, adornada pelos apelos da multimídia, festejada e muito consumida - Versão, que se traveste de furo de reportagem, enganando os mal leitores, ajudando os críticos mordazes, instruindo os comentaristas de calça curta, inábeis assistentes da Rede Social Virtual.
Quase sempre tento recuperar a verdade dos fatos, à moda antiga, como se fora uma cão fiel. Investigo, tento apurar o faro, deslocando-me entre as pesquisas e informações soltas no universo virtual, para encontrar as pistas que me conduzam de forma segura e insofismável, ao verdadeiro lugar, celeiro do fato verídico, presencial.
Mas toda esta garimpagem, estes esforços na busca do que entendemos e acreditamos que seja a verdade, para o mundo de hoje, e para este ambiente virtual, torna-se dispensável.
É que muito mais vale a "zoação", a desmoralização, a acusação sem provas, a pilhéria, que o estudo, a pesquisa, a avaliação criteriosa, científica, cuidadosa, respeitosa.
As agressões são uma constante entre os mais variados setores da sociedade, todos são hoje especialistas em economia, política, futebol, religião, saúde, meio ambiente, direito, administração, trânsito, acessibilidade, urbanismo, auditoria, contabilidade, família, medicina e veterinária, além dos demais ramos do conhecimento.
Não existem mais pessoas ignorantes. Todas são especialistas.
Assim, sigo imaginando o resultado da experiência desta juventude, com idades inferiores a 30 anos, que não testemunharam o Brasil sem redes sociais, sem o Google, não conheceram a Ditadura, a repressão, a Censura sobre as informações, sobre as artes, sobre os assuntos políticos.
Imagino a reflexão destes jovens sobre o mundo real, sem informações instantâneas, sem as fofocas gravadas e fotografadas em rede intermunicipais, interestaduais, internacionais.
Imagino quando tomarem conhecimento do que é o mundo sem os filtros e pautas estabelecidos pelo Poder Econômico e que a nossa realidade precisa de muito amor e muita união de Seres Humanos, amando e desejando o melhor para o seu semelhante!
Vão pensar que correram muito atrás de um mundo acelerado de sombras projetadas sobre as ruínas da ganância e da mentira.
Espero não testemunhar!



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