Há muito tempo que não me deixo seduzir por uma estravagante demora para levantar, curtindo a manhã do feriado e do sono, sem me deixar impressionar pelo relógio.
Normalmente não passo das 9hs, pois tenho a impressão de que estou perdendo tempo... estou deixando as oportunidades passarem... chances e oportunidades de flashs de felicidade se esvairão nos minutos que exagerei na cama!
Hoje, nem lembrei dessas minhas recorrentes e falsas impressões. Acordei no horário normal, mas me deixei vencer pela preguiça, sonhei, e despertei várias vezes.
Ouvindo os pingos de chuva no telhado, entre notas isoladas dos poucos cantos dos pássaros, percebi que elogiavam a irrigação natural das árvores responsáveis pela produção dos seus alimentos.
Enquanto eu estava deitado confortavelmente ouvia a movimentação da casa, o bater desordenado das portas açoitadas pelo vento, o cheiro da chuva sobre a terra, o perfume das plantas umidificadas pelas chuvas de primavera.
A orquestra da vida em plena evolução, e eu... ainda que deitado, na preguiça, em nada interferi neste movimento espetacular em que o mundo está envolto a milhões de anos.
Nada fiz, nada impedi que fosse feito, não dei ordens, nem as recebi, nada cumpri ou deixei de cumprir e nem por isto o mundo parou, a chuva cessou, os pássaros deixaram de cantar, as plantas deixaram de crescer e de beber a chuva penetrante no seio da terra.
Não deixei de ser mais feliz... aliás que sensação de felicidade esta de poder perceber tudo isto!
E a vida continua!
Nenhum comentário:
Postar um comentário